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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

                                                A origem do Tarô



Apesar das inúmeras pesquisas realizadas através dos séculos a verdadeira origem do tarô permaneceu envolta em mistério, em virtude das várias versões existentes acerca do seu país de origem.
Segundo alguns historiadores, o tarô ficou conhecido na Europa em fins do século 14, mais precisamente entre os anos 1370 e 1380.
De acordo com uma das versões mais plausíveis, o tarô procede do norte da Itália, do vale do rio Taro, afluente do rio Pó, do qual teria se derivado o nome. Talvez seja mera coincidência, mas, na Itália o jogo é conhecido como tarocchi e, além disso, o baralho moderno descende do tarô veneziano ou piemontês, composto por 22 arcanos, semelhante ao francês, conhecido como Tarô de Marselha. Este último, que conta com 78 cartas, incluindo os 22 arcanos, tornou-se um tipo-padrão embora os desenhos, os nomes e a ordem dos arcanos tenham sido várias vezes alterados.
O livro “As Grandes Iniciações Segundo os Arcanos Menores do Tarô”, traduzido para o português por Martha Pecher, diz textualmente que “segundo a Tradição, quando os sacerdotes egípcios, herdeiros da sabedoria atlântica, eram guardiães dos mistérios sagrados, o grande hierofante convocou ao templo todos os sábios sacerdotes do Egito para que, juntos, pudessem achar um meio de preservar da destruição os ensinamentos iniciáticos, permitindo, assim, seu uso às gerações de um futuro distante.
Nessas cartas os sábios egípcios encerram toda a sabedoria que tinham herdado, todos os conhecimentos que possuíam, toda a verdade que lhes era acessível a respeito de Deus, do Universo e do homem”.

Para outra corrente, o tarô chegou à Europa durante o século 14, trazido pelos ciganos que, vindos da Índia, passaram pela Pérsia, onde um baralho ilustrado – conhecido pelo nome de atouts – estava em moda.
Hipóteses à parte, a verdade é que os indícios sobre a existência do tarô só podem ser obtidos através das notícias surgidas ao longo do tempo, as quais estabelecem as datas e os lugares onde ficou conhecido.
Os humanistas (século 16), por exemplo, consideravam que as lendas surgidas na Antiguidade continham verdades sublimes e que o seu cerne fora propositadamente encoberto, pois a sabedoria lá contida destinava-se unicamente aos iniciados; assim sendo, reconciliaram o tarô às antigas tradições. Esse grupo também se interessou pela astrologia e pela magia, e seus membros recomendavam o uso das imagens dos arcanos para a meditação, a fim de atrair as influências planetárias benéficas. o interesse que os humanistas mostravam pela arte de memorizar e pela classificação das idéias fez surgir outra hipótese: a de que os arcanos do tarô apareceram na Renascença.
Os magos e os ocultistas, que acreditavam na sabedoria oculta nas lendas antigas, achavam que o tarô era a chave-mestra para descerrar todos os mistérios. Contudo, o interesse no tarô como sistema mágico só surgiu depois de 1773, quando Anthony Court de Gébelin publicou o penúltimo volume de sua obra “Le Monde Primitif Analysée et Comparé avec le Monde Moderne”. Em 1781, Gébelin conheceu o tarô e, chegou a conclusão de que eram de origem egípcia. Ele achava que a palavra tarô provinha da língua egípcia: tar, significando caminho ou estrada, mais ro, rei ou real, daria Tarô, ou seja, Caminho Real.
 Notando também a coincidência numérica entre os 22 arcanos e as 22 letras do alfabeto hebráico, tentou interpretá-los. A primeira pessoa a fazer uso dessa descoberta foi um cartomante que vendia amuletos mágicos, praticava a quiromancia, interpretava sonhos e fazia horóscopos. Chamava-se Alliette e dizia ser aluno do conde de Saint Germain. Sob o pseudônimo Etteilla (seu nome escrito de trás para frente), Alliette escreveu diversos livros e desenhou baralhos para tirar a sorte, mostrando eventos futuros.
Eliphas Levi, pseudônimo de Alphonse Louis Constant, autor de “Dogma e Ritual de Alta Magia”, interessou-se pelo tarô em 1856 e foi a primeira pessoa a colocar o tarô no esquema da cabala.
Em 1889, um baralho desenhado por Oswald Wisth foi publicado numa edição limitada de cem cópias e seus desenhos foram usados no livro “O Tarô dos Boêmios”, de autoria de Papus, traduzido para o inglês em 1892 e que ainda se encontra à venda.
Jung explicou o fenômeno com sua teoria sobre o inconsciente coletivo – repositório dos arquétipos encontrados nas religiões, na mitologia, na filosofia, na ciência, no simbolismo, nos sonhos, nas visões, nas fantasias e sua teoria teve uma influência marcante nas interpretações modernas do tarô.
Fiquem na luz.


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