Os
Espíritos tutelares encontram-se em todas as esferas. Os anjos da
sublime vigilância, analisados em sua excelsitude divina, seguem-nos a
longa estrada evolutiva. Desvelam-se por nós, dentro das Leis que nos
regem, todavia, não podemos esquecer que nos movimentamos todos em
círculos multidimensionais. A cadeia de ascensão do espírito vai da
intimidade do abismo à suprema glória celeste.
Será
justo lembrar que estamos plasmando nossa individualidade imperecível
no espaço e no tempo, ao preço de continuadas e difíceis experiências. A
idéia de um ente divinizado e perfeito, invariavelmente ao nosso lado,
ao dispor de nossos caprichos ou ao sabor de nossas dívidas, não
concorda com a Justiça. Que governo terrestre destacaria um de seus
ministros mais sábios e especializados na garantia do bem de todos para
colar-se, indefinidamente, ao destino de um só homem, quase sempre
renitente cultor de complicados enigmas e necessitado, por isso mesmo,
das mais severas lições da vida? Porque haveria de obrigar-se um arcanjo
a descer da Luz Eterna para seguir, passo a passo, um homem
deliberadamente egoísta ou preguiçoso? Tudo exige lógica, bom-senso.
Anjo, segundo a acepção justa do termo, é mensageiro. Ora, há mensageiros de todas as condições e de todas as procedências e, por isso, a antigüidade sempre admitiu a existência de anjos bons e anjos maus.
Anjo de guarda, desde as concepções religiosas mais antigas, é uma expressão que define o Espírito celeste que vigia a criatura em nome de Deus ou pessoa que se devota infinitamente a outra, ajudando-a e defendendo-a.

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